domingo, 13 de novembro de 2011

Os moralistas


Aqueles que possuem segurança em suas opiniões mas são conscientes de sua condição imperfeita e mutável, são tranquilos e apresentam compreensão e tolerância.
Já aqueles que são inseguros sobre suas ideias por apoiarem-se demasiadamente nelas, cercam-se de moralismos, fanatismo e finalmete uma grande intolerância.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O egoísmo e o egoísmo

O degradante é aquele egoísmo que só pensa em si, egoísmo-egoísta. Mas este é ilógico, insensível.
Valorizo o egoísmo, que não é nada mais que uma forma de procupação com todos os demais, toda a natureza, toda a vida, pela consciência da inter-relação do todo, de tudo, com o Eu. Quero o meu bem, que é o bem comum. Afinal, porque nasci senão para ser feliz? Porque devo valorizar meu sofrimento, a penalização da vida?
"Eu, caçador de mim" (Milton Nascimento)
"No final, carpinteiro de mim" (Raulzito)
"Sê quem tu és" (Nietsche)
"Nosce te ipsum"  Conhece-te a ti mesmo
"Eu sou egoísta / Porque não?" (Raulzito)
"O que eu quero, eu vou conseguir / Pois quando eu quero, todos querem / Quando eu quero todo mundo pede mais" (Raulzito)
"Quando amas alguém, o que prezas se não o amor a tal pessoa", e "O que amas, se não o amor?", do livro "Quando Nietsche chorou"
Tudo é a mesma coisa; e todos os pensadores, pensam a mesma coisa:
"E quantos monjes tibetanos / Quantos físicos quântico concordam pode crer" (Forfun)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Eu luto pela paz

— Para quê serve o Exército?
— Para manter a segurança do país.
— E se predominasse a paz no país e no mundo, para quê serviria o exército?

O Exército é fruto de uma sociedade doente.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Um casulo

Um dia, uma pequena abertura apareceu em um casulo, um homem sentou observou a borboleta por várias horas conforme ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco. Então pareceu que ela parou de fazer qualquer progresso.  Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia prosseguir. Então o homem decidiu ajudar a borboleta, ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta então saiu facilmente. Mas seu corpo estava murcho, era pequeno e tinha as asas amassadas. O homem continuou a observar a borboleta, porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo, que se iria afirmar a tempo. Nada aconteceu! Na verdade, a borboleta passou o resto da sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar. O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar, não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo como Deus fazia com que o esforço do corpo da borboleta fortalecesse as suas asas, de modo que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo. Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossa vida. Se Deus nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos, ele nos deixaria aleijados. Nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido. Nós nunca poderíamos voar.  Eu pedi força... e Deus me deu dificuldades para me fazer forte. Eu pedi sabedoria... e Deus me deu problemas para resolver. Eu pedi prosperidade... e Deus me deu cérebro e músculos para trabalhar. Eu pedi coragem... e Deus me deu perigo para superar. Eu pedi amor... e Deus me deu pessoas com problemas para ajudar. Eu pedi favores... e Deus me deu oportunidades. Eu não recebi nada do que pedi... Mas eu recebi tudo que precisava. A vida é uma ciência, precisamos aprendê-la!


Este texto foi retirado de: contos

Apresentação

Eu tenho um caderno.
Mas não bastou: era necessário publicar.
Aí está então:
Surrealismos filosóficos, pensamentos críticos, poesias baratas (baixa procura), frases avulsas, redundâncias redundantes (mas toda a redundância é redundante!), pouco dogmatismo, muitas incertezas.

Bom, explicando o nome, que já é bem explicativo, e a imagem do fundo.
A imagem é mais rápido: bom, me lembra o movimento das cidades, e o consequente pensamento individual, algo contra o qual lutam os artistas. A arte nos une, certo...?
O nome era pra ser outro, mas que nessa enxurrada de blogs foi obstruído: Saindo do Casulo.
Era pra lembrar várias coisas.
Primeiramente um provérbio chinês que já ouvi falar, mas nunca li nada concreto sobre ele. Quem sabe procurarei por ele e postarei. De qualquer modo é de grande sabedoria; mostra que nós mesmos é que devemos destruir as nossas barreiras para a liberdade, felicidade. Ao menos é como eu interpreto.
Mas então me recordei de outra expressão semelhante, "Saindo da Matrix".
É, o significado é quase o mesmo.
E, com a mudança de nome para "Asas num Casulo", permaneceu com o sentido de "busca pela liberdade", e também pela verdade; mais a fundo, a paz interior.
Uma asa e um casulo; uma vontade e um empecilho; um instinto e uma moral...
Enfim, são diversas as formas de interpretação, todas válidas.